6 de março de 2010

Se pediu, aguenta!

Essa novelinha do Adriano já deu...


Que historinha mais chata! Aborreceu-se com a namoradinha, perde a vontade de jogar futebol. Se fazem as pazes, a bola volta a ser sua melhor companheira, seu instrumento de trabalho, sua vida.

E o pior é que ainda tem gente que leva esse cara a sério. Aposto que amanhã terá um psicólogo no Fantástico para explicar o "drama vivido pelo garoto" Adriano.



Quero ver ter vontade de largar a pelota nos tempos em que o Imperador não passava de Scooby Doo no início de carreira no Flamengo. Agora é mole fazer beicinho. Montado na grana qualquer um faz charminho. Às favas, Adriano! Não enche!







E até parece que essa mulher não sabia que a vidinha do Adriano é ficar ostentando riqueza e prestígio no Complexo do Alemão. Assim como Adriano, ela também bate o pé, vira a cara, mas quando a coisa aperta reata com o favelado milionário craque da Gávea. Quem mais poderia dar a ela o que Adriano dá? Não estou nem falando de grana, me refiro à visibilidade que ela teve depois de bancar a mulher madura, mãe de família que não suporta mais viver essa rotina de ter que buscar o namorado na favela, como ela bem já disse.





A última vez que Adriano ameaçou largar o futebol, na minha visão uma ação orquestrada por seu agenciador Gilmar Rinaldi, deu um belo migué na Inter de Milão e veio jogar - e ser campeão - no Flamengo. Estaria Rinaldi planejando o próximo destino de seu mais rentável pupilo?



Só um detalhe, o justo Dunga está de olho. Com Ronaldinho Gaúcho batendo a porta, essa brecha pode ter vindo a calhar.





Novela Adriano por  Lenine...



Tá cansada, senta
Se pediu, agüenta

Se sujou, cai fora
Não tá bom, melhora

Se tá puto, quebre
Corra atrás da lebre

Se é verdade, jure
Quer saber, apure

Engrossou, se meta
Não se submeta ...

*Fragmentos retirados da Canção "Do It" de Lenine e Ivan Santos.

Traje a rigor.

Essa é mais uma daquelas que não podem passar em branco.




Todos já devem ter visto na internet a matéria sobre um grupo de torcedores portugueses que estão em campanha para que os jogadores do seleto lusitano ostentem um vasto bigode durante a Copa do Mundo. Alegando descaracterização de suas raízes, os gajos pretendem conseguir apoio popular e levar essa piada, digo, essa idéia a frente. Pegando gancho nessa iniciativa, sugiro que o bigode, bigode de verdade, aquele imponente, seja tombado como patrimônio cultural do povo da terrinha.




Já pensou se essa moda pega? Escoceses jogariam de saias, mexicanos de sombreros, jamaicanos de Dreadlock...





Ah, podemos incluir no uniforme dos portugas mais um peculiar acessório indispensável: as tamancas.



2 de março de 2010

Ócio criativo

Essa vale o registro...







Estávamos conversando no ambiente de trabalho Júlio, Leandro José (que aqui atende pela alcunha de Léo Mattos) e eu. Falávamos de futebol, nada muito complexo. Comentários sobre a última rodada, o título do Botafogo e etc...


De repente, timidamente, Júlio que, diga-se de passagem, não é leitor deste humilde blogueiro (portanto não estou fazendo média com ninguém), tascou essa:

 "Não sei se vocês concordam, mas para mim o Joel Santana está para o futebol assim como o Tim Maia está para a música."






Nesse momento Leandro e eu nos entreolhamos, e na mesma hora pensei:



"Putz! Como não pensei nisso antes?!"

 O Leandro ainda levou tempo para aceitar a afirmação, mas depois de longos dois minutos deu o braço a torcer admitindo que a analogia havia sido certeira.





Dias depois perguntei ao Júlio se ele havia ouvido isso de outra pessoa ou se era idéia dele. Ele jura que saiu de sua cabeça.


A falta do que fazer é F#d@!


Pagando bem, que mal tem?

Na semana passada recebi um e-mail do amigo Rafael Maia que hoje traga à discussão.





Nele havia um link do site futeweb.net com uma matéria no mínimo contraditória. Datada do dia 03 de Janeiro 2009, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), alçava o Vasco ao posto de 3º colocado no que diz respeito a número de torcedores no Brasil. Esse resultado foi divulgado poucos meses após o IBGE ter posto o Vasco na 5º colocação nacional, ficando atrás de São Paulo e Palmeiras.


O velho caudilho Eurico Miranda cansou de bradar aos quatro ventos que a torcida do Vasco só seria menor que a do Flamengo. Particularmente, não acho que chegue a tanto. Mas penso que esse resultado da USP é o que melhor se aproxima da realidade. Eu, por exemplo, estive no Nordeste em 2008 e o que vi pelas ruas era adesão em massa aos times do Rio (em especial ao Flamengo, é claro) e ao Corinthians.


 
Mas números à parte, não escrevo esse post para debater quem é maior ou menor. Até por que, número de torcedores não ganha jogo, do contrário a China seria a maior campeã mundial de futebol e, no entanto, os chineses são somente os 87º no ranking da FIFA.
 
O que proponho é uma análise fria dos interesses por trás dos tais institutos de pesquisa. Nunca vi resultado desfavorável a quem encomenda esses levantamentos.



Afinal, quem é que audita esses “sensos”? Os próprios clientes?


Como explicar tamanha disparidade nos números apresentados por essas instituições, que se intitulam como “idôneas”?


Fico com a impressão de que alguns institutos que fazem “pesquisas sérias” usam por baixo do uniforme de trabalho a camisa do clube, partido político ou marca de laticínio que o contratou. Levam ao pé da letra a máxima de que “o cliente tem sempre razão”.



Imagino como é feita a tal encomenda de pesquisa de opinião:

O cliente liga para o Ibope, por exemplo, pergunta quanto custa para fazer o tal levantamento. O cara do Ibope dá o preço.
Do outro lado da linha o cliente barganha: Mas, tudo isso? Por esse preço o Datafolha me garantiu 5 pontos percentuais de vantagem sobre o 2º colocado. O que você pode fazer? Hum, 7 pontos são 7 pontos, né? Ok, vou ligar para o Data Sensus e ver o que eles têm a me oferecer. Qualquer coisa, volto a te ligar. Obrigado.

As conclusões diferem por que são indícios sintomáticos de um determinado grupo consultado ou por que atendem a clientes diversos?



Nessa hora a isenção dá lugar ao tendencialismo, levantando dúvidas sobre a lisura do processo de pesquisa.
Você conhece alguém que já tenha respondido a essas pesquisas?
Cada vez mais me convenço de que os indicadores são o retrato fiel do poder de investimento de seus apontados, ou seja, o resultado da pesquisa está diretamente ligado ao interesse de quem paga a encomenda. Sendo ainda mais claro, se é que é preciso, em muitos casos o 1º colocado ou o candidato que mais cresceu nas pesquisas de opinião invariavelmente é o solicitante da consulta. Uma verdadeira prostituição de resultados.



No caso da USP, não vejo a quem interessaria esse resultado, visto que a instituição é não têm fins lucrativos e é de São Paulo. A menos que a USP seja uma universidade que atende aos interesses do Timão. O que é uma grande piada (minha).



***Maia, valeu pela deixa.


23 de fevereiro de 2010

Nação envergonhada.

Na semana passada caiu como uma bomba a notícia de que um dirigente do Flamengo altamente graduado está sendo acusado categoricamente de ter sido visto por uma testemunha praticando atos libidinosos com uma criança de 10anos de idade. Segundo consta a denúncia, o até então anônimo pedófilo além de pagar a quantia de R$ 100,00 para acariciar os órgãos genitais de suas inocentes vítimas, teria feito compras nas butiques da Gávea como forma de agrado as suas vítimas. O caso está sendo investigado pela Polícia.





A testemunha, comerciante dos arredores da Gávea, afirma ter sido ameaçada de morte por dois homens que foram a sua loja dar o "recado". Afirma ainda que recebeu um telefonema de um ex-dirigente do Flamengo que a aconselhava a não se meter com isso.



A presidente do clube Patrícia Amorim se vê de mãos atadas. Sua vontade era demitir sumariamente o "suposto monstro", a questão é que o caso ainda não foi julgado pela justiça, portanto o sujeito é considerado "suposto" e ninguém pode ser condenado por uma simples suposição, ou seja, imaginemos a seguinte situação: O cara é demitido, exposto a execração pública. A nossa eficiente justiça, dez anos mais tarde arquiva o processo por falta de provas. A primeira medida que o réu absolvido tomará é de pedir uma tremenda indenização ao Flamengo por todos os transtornos causados. Aliás, segundo informações da imprensa, esse mesmo dirigente foi processado em 1988 por atentado violento ao pudor, contudo seu processo foi arquivado 1992 pela tal "falta de provas".



Há ainda uma outra questão que impede a mandatária rubro-negra de tomar qualquer decisão. Ocorre que o tal pedófilo é um dos grandes credores do Flamengo. Temendo ser acionada na justiça para o pagamento da dívida, Patrícia foi aconselhada pelo departamento jurídico do clube a não tomar nenhuma medida a fim de evitar que a atual dívida que agora em torno de R$ 400 milhões venha a se tornar ainda maior no seu primeiro trimestre de mandato.









O caso é delicado, mas não se pode tapar o Sol com a peneira. A denúncia é grave, deve ser apurada minuciosamente e se confirmada a acusação esse sujeito, de nome ainda preservado pela imprensa, deve ser punido de forma exemplar!






A imagem da administração do Flamengo fica maculada, o nome do clube é arranhado, os patrocinadores devem pressionar para que o caso seja resolvido o quanto antes, afinal, ninguém quer ver sua marca associado à pedofilia. Espero que essa pressão não acabe por terminar em pizza. Tomara que ninguém venha levantar dúvidas sobre a inocência das crianças ou da "fragilidade" do dirigente. Pedofilia é crime hediondo e deve ser punido como tal. Cadeia para quem comete esse abuso! Seja quem for, o dirigente figurão ou o porteiro pobretão, tem de pagar por essa atrocidade. Um crime não só contra a criança, mas também contra a sociedade.

Parabéns a esssa honrada e corajosa voz que não se calou!


 
 
"Polícia para quem precisa de polícia"

22 de fevereiro de 2010

Esse Joel...

Deu vontade de falar, fale! Pensou em escrever, escreva! Não deixe para Domingo após o fim do jogo aquilo que você de certa forma pressentiu.



Eu sei que de nada vai adiantar dizer que eu queria enfrentar o Flamengo na final, mas essa preferência é uma questão lógica. O Fla vem levando vantagem sobre o Vasco na última década, ou melhor, nos últimos dez anos, contudo, a história desse derby aponta para um equilíbrio. Por outro lado, desde que eu me entendo por gente, assisti a duas finais entre Vasco e Botafogo e em ambas as partidas o Alvinegro levou a melhor. Em 1990 o Fogão venceu por 1 x 0 levantando o caneco do Estadual e em 1997 a sina se repetiu, com direito àquela patifaria feita por Edmundo - um prenuncio do que hoje viria a ser o hit baiano "rebolation".


Até outro dia pensava ser eu o azarado, mas não, a história é ainda mais complexa. Apesar de ser o maior freguês do time da Colina, o Botafogo jamais perdeu uma decisão para o Vasco. Isso é que é tabu!






Para analisar a partida de hoje, preciso remeter ao jogo entre Botafogo e Flamengo. Já naquela partida o Fogão mostrava qual seria seu plano para levantar a Guanabara. Méritos a Joel Santana, que teve a humildade de admitir publicamente que seu time era inferior tecnicamente frente a Flamengo, Vasco ou Fluminense. Fosse quem fosse o adversário, a tática estava traçada: Antes de atacar, defender, mas defender-se de verdade. Montou um time com três zagueiros, três cabeças de área e apenas um lateral de ofício, adaptando um cabeça de área na lateral esquerda. Sete jogadores compunham a defesa, isso sem contar quando Loco Abreu e Herrera não davam uma mãozinha. O ferrolho estava armado.

Resultado:
A exemplo do que fizera o Fla, o Vasco jogou com um certo salto alto. A diferença é que o rubro-negro criou mais oportunidades de gol e as perdeu. O Botafogo jogou sério, limpo, na bola. Algumas vezes ganhou no grito, como Marcelo Cordeiro fez com Philipe Coutinho que abusou de dribles pouco objetivos e jogadas de efeito que não funcionaram. O time de Joel sabe de suas limitações e por isso jogou para vencer.


A partida foi feia, mas quem disse que jogo de final é bonito? Inúmeros passes errados, erros grosseiros, faltas duras, pênalti não marcado e expulsões. Teve de tudo. O Botafogo abriu mão da posse de bola, mas não de jogar. Jogou à sua maneira, defendendo-se e levantando a bola na área em toda a oportunidade que surgia. Se desse, até o goleiro Jéferson levantaria um tiro de meta na área do Vasco. O Botafogo mereceu vencer até com certa folga, não fosse a fragilidade técnica de seu ataque o placar poderia ser mais confortável.  A dupla Loco-Herrera supri a técnica com muita garra.



Parabéns ao Botafogo, pois além de ser campeão, garantir vaga na final do Estadual, derrubou um dos últimos times invictos do Brasil. Agora é torcer para o Vasco chegar novamente a final, por que se assim for, o Fogão já pode colocar a faixa de campeão no peito. Êta tabuzinho indigesto!


Ah, já ia me esquecendo... Eu previ esse troco logo após aquela sonora goleada, lembram?


"Não assisti a esse jogo, mas assisti aos 4 x 1 aplicados pelo Vasco no ano passado em cima desse mesmo Botafogo e lembro que, mais tarde, no turno seguinte o troco foi impiedoso naquela fatídica semifinal da Taça Rio em que Maicossuel lavou a alma alvinegra. Em outras palavras: Já vi esse filme. Se existe time predestinado ao improvável, este é o Botafogo."



Ps.: É meu caro RAC, não teve jeito, vou ter de pagar o pirulito que apostamos.


"Roda mundo, roda gigante

Roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração..."









12 de fevereiro de 2010

Que o fim justifique os meios.

Pegando carona no tema já abordado no último post, quero deixar registrados alguns de meus pitacos.


Desde o começo sou um dos corneteiros que mais criticou a escolha de Dunga  para o cargo, mas como todos devo admitir que contra os números não há argumentos.


Contudo, existem alguns itens que devem ser levados em consideração. Entendo que Dunga tem em alguns jogadores total confiança, entretanto, é preciso esquecer a seleção como um todo - que vem funcionando muito bem - e analisar os setores do time.
O que quero dizer é que o time vem ganhando, mas será que todos os setores estão no mesmo patamar de excelência?


A lateral esquerda, por exemplo, é um setor que não tem um titular absoluto, mesmo estando há poucos meses do início da Copa. Outra questão é alguém para substituir Káká. Não estou fazendo loby por R. Gaúcho, pelo contrário, mas não podemos confiar a responsabilidade do meia madrilenho a Júlio Baptista.









Lateral direita, zaga e ataque estão muito bem servidos tanto com titulares e reservas, outras posições carecem de reservas à altura. É como se a gigante Microsoft trabalhasse sem um backup de seus servidores. Já imaginou o dia em que der uma pane nos computadores da empresa ou Furnas tiver de operar com 50% de sua capacidade energética?


Em outras palavras, jogar com Luis Fabiano ou Adriano é a mesma coisa. São jogadores diferenciados que vivem momentos únicos em suas carreiras. Um é backup do outro. Mas Júlio César é infinitamente melhor do que Doni - Quem é Doni? - que, aliás, não é titular nem mesmo na Roma. Goleiro é uma posição que precisa atuar, não pode ficar parado.


Dunga tem sido coerente, mas não muito inteligente.



Vai dar tudo certo, a fórmula é a mesma adotada por Felipão em 2002, muito trabalho e nada de "oba-oba". A seleção brasileira é favorita pelo simples fato de não saber que é. Ao contrário da última Copa, essa seleção prima por ter seus "pés no chão".







"Aponta pra fé e rema..."



***
Semana que vem, vai ser lançada aqui a camisa - que os europeus conheceram antes da gente - que a seleção brasileira usará na Copa.

Pegando um gancho no mau gosto que é peculiar a fabricante Nike, sugiro que o uniforme seja usado com os seguintes adereços: